Processo de prensagem botânica artesanal de flores para preservação
processo7 min de leitura20 de março de 2026

Resina ou prensagem botânica? As diferenças que ninguém te conta

Dois métodos, dois resultados muito diferentes. Antes de preservar as tuas flores, percebe exactamente o que estás a escolher: materiais, durabilidade, impacto ambiental e resultado final.

Quando se faz a pesquisa sobre preservação de flores, aparecem dois nomes em quase todo o lado: resina e prensagem botânica. São métodos completamente diferentes, em materiais, em resultado, em durabilidade e em impacto ambiental.

Este artigo não é publicidade. É uma comparação honesta para que possas decidir com informação.

O que é a preservação em resina

A resina epóxi é um polímero sintético, um plástico líquido que, ao solidificar, encapsula as flores no seu interior. O resultado é um objecto tridimensional, transparente ou colorido, que pode tomar várias formas: esferas, blocos, jóias, peças decorativas.

É visualmente muito apelativa em fotografia. Online, os resultados parecem impressionantes.

O que raramente é dito:

  • A resina é um plástico de origem petroquímica. Não é biodegradável. Não é reciclável. O processo de cura liberta compostos orgânicos voláteis (COV) que podem ser nocivos sem ventilação adequada.
  • As flores dentro da resina continuam a degradar-se. A resina encapsula mas não impede a decomposição, apenas a abranda. Com o tempo, as flores podem escurecer, perder cor ou criar humidade interna visível.
  • A durabilidade real de uma peça em resina com flores naturais é incerta. Há poucos dados sobre o que acontece a 20 ou 30 anos.
  • A resina amarela com exposição à luz UV: o próprio material envelhece visivelmente.

O que é a prensagem botânica

A prensagem botânica é um processo artesanal com séculos de história. As flores são prensadas individualmente, com pressão e tempo, até que toda a humidade seja retirada. O resultado é uma pétala plana, leve, que conserva a forma e a estrutura da flor.

As flores prensadas são depois compostas numa obra de arte, numa composição desenhada manualmente, e emolduradas com materiais de conservação museu.

O que distingue este método:

  • 100% natural. Sem químicos, sem plástico, sem solventes.
  • Durabilidade comprovada. Há espécimes botânicos prensados em museus com mais de 300 anos. O método é o mesmo usado em herborários científicos desde o século XVI.
  • Vidro museu anti-UV. Quando emoldurado com vidro UltraVue® UV70, como fazemos na Flores à Beira-Rio, as flores ficam protegidas da degradação por luz durante décadas.
  • Obra de arte única. Cada composição é desenhada à mão para aquele bouquet específico. Não há dois quadros iguais.

Comparação directa

ResinaPrensagem botânica
MaterialPlástico petroquímicoNatural, sem químicos
Dimensão3D2D (plano)
DurabilidadeIncerta (resina amarela, flores degradam)Comprovada (séculos)
ReciclávelNãoSim (moldura e vidro)
ManutençãoEvitar riscos na superfícieLimpeza simples com microfibra
Resultado visualObjecto decorativo encapsuladoObra de arte emoldurada
Impacto ambientalElevadoMínimo

Qual escolher?

Se valorizas durabilidade a longo prazo, materiais naturais e um resultado com qualidade museu, a prensagem botânica é claramente superior.

Se preferes um objecto tridimensional, como uma esfera, um bloco ou uma peça para segurar na mão, e aceitas as limitações de durabilidade e impacto ambiental, a resina pode ser a opção.

O que não recomendamos é escolher resina por ser mais barata ou mais rápida, sem perceber o que estás a abdicar. Um bouquet de noiva merece uma decisão consciente.

Porquê não fazemos resina

Na Flores à Beira-Rio, a escolha pela prensagem botânica não foi acidental. Foi uma decisão consciente desde o início.

Não queremos criar objectos que amarelam em cinco anos. Não queremos usar plástico que não se recicla. E não queremos que as flores que preservamos se continuem a degradar dentro de um bloco transparente.

Fazemos quadros para durar décadas, com materiais que têm essa garantia.

Queres saber mais sobre o nosso processo? Explica tudo na página Como Funciona.

Tags:resinaprensagem botânicamétodos de preservaçãosustentabilidade

Maria João

Flores à Beira-Rio, Coimbra