Quando se faz a pesquisa sobre preservação de flores, aparecem dois nomes em quase todo o lado: resina e prensagem botânica. São métodos completamente diferentes, em materiais, em resultado, em durabilidade e em impacto ambiental.
Este artigo não é publicidade. É uma comparação honesta para que possas decidir com informação.
O que é a preservação em resina
A resina epóxi é um polímero sintético, um plástico líquido que, ao solidificar, encapsula as flores no seu interior. O resultado é um objecto tridimensional, transparente ou colorido, que pode tomar várias formas: esferas, blocos, jóias, peças decorativas.
É visualmente muito apelativa em fotografia. Online, os resultados parecem impressionantes.
O que raramente é dito:
- A resina é um plástico de origem petroquímica. Não é biodegradável. Não é reciclável. O processo de cura liberta compostos orgânicos voláteis (COV) que podem ser nocivos sem ventilação adequada.
- As flores dentro da resina continuam a degradar-se. A resina encapsula mas não impede a decomposição, apenas a abranda. Com o tempo, as flores podem escurecer, perder cor ou criar humidade interna visível.
- A durabilidade real de uma peça em resina com flores naturais é incerta. Há poucos dados sobre o que acontece a 20 ou 30 anos.
- A resina amarela com exposição à luz UV: o próprio material envelhece visivelmente.
O que é a prensagem botânica
A prensagem botânica é um processo artesanal com séculos de história. As flores são prensadas individualmente, com pressão e tempo, até que toda a humidade seja retirada. O resultado é uma pétala plana, leve, que conserva a forma e a estrutura da flor.
As flores prensadas são depois compostas numa obra de arte, numa composição desenhada manualmente, e emolduradas com materiais de conservação museu.
O que distingue este método:
- 100% natural. Sem químicos, sem plástico, sem solventes.
- Durabilidade comprovada. Há espécimes botânicos prensados em museus com mais de 300 anos. O método é o mesmo usado em herborários científicos desde o século XVI.
- Vidro museu anti-UV. Quando emoldurado com vidro UltraVue® UV70, como fazemos na Flores à Beira-Rio, as flores ficam protegidas da degradação por luz durante décadas.
- Obra de arte única. Cada composição é desenhada à mão para aquele bouquet específico. Não há dois quadros iguais.
Comparação directa
| Resina | Prensagem botânica | |
|---|---|---|
| Material | Plástico petroquímico | Natural, sem químicos |
| Dimensão | 3D | 2D (plano) |
| Durabilidade | Incerta (resina amarela, flores degradam) | Comprovada (séculos) |
| Reciclável | Não | Sim (moldura e vidro) |
| Manutenção | Evitar riscos na superfície | Limpeza simples com microfibra |
| Resultado visual | Objecto decorativo encapsulado | Obra de arte emoldurada |
| Impacto ambiental | Elevado | Mínimo |
Qual escolher?
Se valorizas durabilidade a longo prazo, materiais naturais e um resultado com qualidade museu, a prensagem botânica é claramente superior.
Se preferes um objecto tridimensional, como uma esfera, um bloco ou uma peça para segurar na mão, e aceitas as limitações de durabilidade e impacto ambiental, a resina pode ser a opção.
O que não recomendamos é escolher resina por ser mais barata ou mais rápida, sem perceber o que estás a abdicar. Um bouquet de noiva merece uma decisão consciente.
Porquê não fazemos resina
Na Flores à Beira-Rio, a escolha pela prensagem botânica não foi acidental. Foi uma decisão consciente desde o início.
Não queremos criar objectos que amarelam em cinco anos. Não queremos usar plástico que não se recicla. E não queremos que as flores que preservamos se continuem a degradar dentro de um bloco transparente.
Fazemos quadros para durar décadas, com materiais que têm essa garantia.
Queres saber mais sobre o nosso processo? Explica tudo na página Como Funciona.



